9 maio 2016

sua conectividade não é real

No mundo extremamente conectado que vivemos hoje é muito fácil se envolver, querer fazer ‘N’ coisas, estar em inúmeros lugares e conquistar vários objetivos – todos aqueles que nos propomos ao visualizar cada assunto novo que nos sobressalta – é a “dieta do momento”, a “série que acabou de sair”, o “celular novo que lançou”, o “festival que todo mundo tá falando”, até coisas mais sérias e complexas como movimentos e política. É fácil ficar empolgado, extasiado… absorver o máximo de uma vez só, pra minutos ou alguns dias depois se sentir fatigado ou entendiado de tudo aquilo. Não porque o assunto não nos interessa, mas porque, no momento, já está “bombando” uma nova paixão para nos dedicar.

No dia seguinte a gente já sabe o que sempre acontece. Nos sentimos entediados por coisas que nem chegamos a viver de fato, a intelectualidade do “li/fiz aquilo nas redes sociais”. O tempo passa sem realmente vivermos, se vai no estilo “só por passar”, quando nos damos conta, lá se foram anos, décadas… E em que realmente mergulhamos de fato? O que vivemos e o que compartilhamos no mundo real? São tantos hobbies de “gaveta”, projetos de “pasta de inspiração” que nunca se tornaram sequer um terço reais.

É ótimo viver conectado, nos dá tantas possibilidades, tanto conhecimento e pontos de vista… mas precisamos conseguir encontrar o equilíbrio entre a famosa pergunta do topo da página “No que você está pensando?” e EM QUE VOCÊ VAI REALMENTE FAZER AGORA? Para assim não cairmos num loop infinito, onde as curvas do tempo vão guiando a vida.